Instalei o Cachy OS no meu computador, será que valeu a pena?

 

Minhas Impressões Sinceras: Vale a Pena Usar o CachyOS como Sistema Operacional Principal?

Se você acompanha o canal LW Tec, sabe que eu sempre fui um grande fã da interface KDE Plasma e estou constantemente buscando extrair o máximo de desempenho do meu hardware. Recentemente, por recomendação do Armando (um usuário convicto de Windows que me intrigou ao dizer que o CachyOS seria a única distro Linux que ele usaria), decidi instalar o CachyOS e adotá-lo no meu fluxo de produção.

Confesso que sempre vi o CachyOS como uma distribuição voltada puramente para entusiastas e não necessariamente para o trabalho diário. Mas será que essa percepção mudou? Hoje vou te contar os prós, os contras e tudo o que enfrentei nessa migração.



O Cenário Atual e a Necessidade do AUR

Minha jornada começou logo após aquele período complicado com o AUR (Arch User Repository), que sofreu com problemas de pacotes infectados. Embora a comunidade já tenha corrigido a maior parte das falhas e até disponibilizado scripts de verificação, eu ainda recomendo cautela.

Contudo, falando de forma realista como usuário de produção: é quase impossível utilizar uma base Arch (como CachyOS ou Manjaro) no dia a dia sem habilitar o AUR. Para quem precisa trabalhar, muitas dependências e ferramentas essenciais só estão presentes lá. Assim que ativei o AUR no CachyOS, tudo voltou a funcionar às mil maravilhas para os meus aplicativos de gravação e automação.

A Luta Contra o Wayland (O Fim do X11?)

Um dos maiores desafios que enfrentei logo de cara foi a interface de vídeo. Eu tentei de todas as formas — com acesso Root, comandos via Sudo, lutando contra o sistema com todas as forças — ativar uma sessão X11. Mas não teve jeito.

O KDE Plasma no CachyOS removeu completamente o suporte nativo ao X11. Mesmo instalando pacotes de compatibilidade (plasma-workspace-x11), a sessão aparece na tela de login, mas não inicia. Tive que me contentar e me adaptar ao Wayland.

Como o Wayland se comportou?

Para a minha surpresa, o comportamento foi excelente. O sistema entrega uma fluidez absurda. Movimentando janelas pesadas e gravando ao mesmo tempo, a taxa de quadros se mantém estável (com pequenas oscilações para 48 FPS típicas do Wayland, mas nada que cause engasgos perceptíveis na renderização final). O consumo de CPU ficou na casa dos 6% em uso moderado. É um desempenho bruto invejável, superando o Windows (que, embora cheio de recursos, pesa bastante no hardware).

Configurando as Ferramentas de Trabalho: OBS e Kdenlive

Como o meu foco é produção de conteúdo, o comportamento dos softwares de edição e streaming é crucial.

  • OBS Studio (Flatpak): Ao rodar no Wayland, enfrentei um "ritual" curioso. Nas primeiras execuções, o app apresentou bugs visuais onde eu não conseguia redimensionar os docks (painéis) nem interagir com meus scripts. A solução? Reiniciar o aplicativo por umas três vezes. Depois disso, ele estabilizou completamente e consegui configurar minha facecam via Iriun Webcam perfeitamente.

  • Filtros de Vídeo: Testei o plugin Stroke Glow (para adicionar bordas e sombras na facecam). No Windows, eu sofria com perda de desempenho ao ativar esse recurso. No CachyOS, ele rodou liso e redondo!

  • Kdenlive: Sendo uma distro focada em KDE, os aplicativos em QT como o Kdenlive se integram perfeitamente. O visual das pastas e fontes responde diretamente ao tema global do sistema. Na renderização, o Quick Sync (QSV) da Intel falhou na versão Flatpak (uma limitação clássica devido a mudanças recentes de drivers da Intel), mas alterando para renderização via VAAPI, o desempenho foi excelente e a linha do tempo rodou sem travamentos mesmo gravando a tela simultaneamente.

O que eu NÃO gostei?

Nem tudo são flores, e existem pequenos detalhes que incomodam no uso diário:

  1. Controle de Volume: Toda vez que reinicio ou ligo o computador, o volume do sistema reseta. Sou obrigado a aumentá-lo manualmente na barra de tarefas. Não sei se é algum detalhe de gerenciamento de áudio do Wayland, mas é uma chatice.

  2. Ativação do Teclado: O sistema não ativa algumas configurações do meu teclado automaticamente no boot. Já estou planejando desenvolver um script executável para automatizar isso logo na inicialização da sessão e, assim que estiver pronto, compartilharei com a comunidade.

Conclusão: Uma Reputação Merecida

O CachyOS está fazendo por onde conquistar sua boa reputação, atraindo até mesmo usuários menos experientes. A beleza visual do sistema é um show à parte — os papéis de parede nativos são tão impressionantes que é difícil escolher um (acabei optando por uma paisagem natural mais discreta que combinou perfeitamente com o meu tema escuro).

Essa experiência me fez rever alguns conceitos técnicos sobre minhas análises de Linux. O sistema entrega um acabamento incrível e uma performance fora de série para produtividade e até para máquinas virtuais (VMs).

E você, já testou o CachyOS ou ainda tem receio da base Arch com Wayland? Deixe sua opinião nos comentários!

Fiquem ligados aqui no blog e no canal LW Tec, pois nos próximos dias trarei um passo a passo completo de como personalizei o meu CachyOS!

Clique aqui para assistir ao vídeo completo:

EritonGR

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